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Cátedras

O Artigo 14 do estatuto da ABF estabelece que os membros titulares têm "o direito de nomear sua cátedra, com o nome que acharem conveniente e declarar sua especialidade". O objetivo é fortalecer as linhas de produção científica da instituição, agregando à Academia a produção acadêmica de seus membros titulares. As cátedras contém projetos de pesquisa científicos dos seus membros.

Cátedra Hans Meyer de História da Filosofia

Objetivo: Discussão de temas de História da Filosofia e de Filosofia da História.  Hans Meyer (1884-1966) foi um filósofo alemão,  que lecionou, de 1922 a 1955, na Universidade de Würzburg, onde foi diretor do Seminário Filosófico. Desde 1924 foi também editor da revista Forschungen zur Philosophie und ihrer Geschichte.  De formação tomista, dedicou-se a estudos de história da Filosofia. 

Responsável: Membro Titular Dr. Edgard Leite (cadeira 4)

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Cátedra Emilio Mira y Lopez de Filosofia da Mente

Objetivo: Despertar o interesse pelos estudos da filosofia da mente, avançando pela filosofia da psicologia, do direito, da psicanálise e da IA. Mira y López (1896-1964) foi um pensador, psicólogo e professor espanhol, amplamente reconhecido que, depois da Guerra Civil Espanhola, com a vitória franquista, se estabeleceu no Brasil, sendo um dos fundadores da psicologia jurídica.

Linhas de pesquisa:

a)    Filosofia da Psicologia 

b)    Bioética e psicanálise

c)    Filosofia do direito e IA

Responsável: Membro Titular: Dr. Jorge Trindade (cadeira 10).

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Cátedra David Hume de Filosofia das Cîências Sociais

A obra de David Hume permanece central para a reflexão epistemológica. Aborda problemas epistemológicos fundamentais, até hoje desafiadores, relativos à justificação das crenças, à problemática da inconclusividade da evidência empírica e aos limites do entendimento humano. O ceticismo moderado que atravessa sua filosofia, bem como sua análise das inferências causais e dos hábitos cognitivos, fornece um quadro conceitual ainda fecundo para examinar as condições sob as quais as alegações de conhecimento podem ser consideradas racionalmente sustentáveis. Além disso, as reflexões de Hume acerca dos fenômenos políticos e econômicos revelam notável atualidade. Seus escritos sugerem que processos sociais e institucionais influenciam a formação de crenças coletivas, a estabilidade das normas e a dinâmica das expectativas humanas. Nesse sentido, a filosofia das ciências sociais constitui um campo particularmente adequado para articular a dimensão cognitiva do conhecimento com suas condições sociais de produção, circulação e validação. Tal articulação permite compreender a ciência não apenas como um empreendimento epistêmico orientado à verdade, mas também como uma prática social inserida em estruturas institucionais, interesses públicos e disputas normativas. Em contextos recentes — como se tornou evidente durante a pandemia global de COVID-19 — a autoridade epistêmica da ciência pode ser objeto de contestação pública e de processos de politização, nos quais evidências científicas passaram a ser interpretadas, apropriadas ou rejeitadas em função de agendas políticas, ideológicas ou econômicas. Esse cenário reforça a necessidade de investigar as condições que sustentam a confiança pública na ciência, bem como os critérios que distinguem conhecimento justificado de mera opinião socialmente difundida. Paralelamente, os desafios característicos do mundo contemporâneo são intensificados pelo ritmo acelerado dos avanços tecnocientíficos. Tais avanços produzem transformações exossomáticas — isto é, modificações nas capacidades humanas mediadas por artefatos técnicos e sistemas complexos — que alteram significativamente a estrutura das práticas sociais e cognitivas. Entre esses desenvolvimentos destacam-se a expansão de sistemas baseados em inteligência artificial e o progresso das tecnologias biomédicas associadas a próteses e intervenções orgânicas. Esses processos ampliam o alcance das capacidades humanas, mas simultaneamente introduzem novos problemas epistemológicos e ético-normativos.

Responsável: Membro Titular Dr. Alberto Oliva (cadeira 24)

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Cátedra Patrick Colonel Suppes de Lógica e Fundamentos da Matemática e das Teorias Científicas

Objetivo: Despertar o interesse pelos estudos da lógica e de sua filosofia e dos fundamentos lógicos, epistemológicos e metafísicos das disciplinas científicas. Patrick Colonel Suppes (1922-2014) foi um renomado filósofo da ciência americano que contribuiu enormemente para esses assuntos. Seus trabalhos são fonte inesgotável de ideias e de propostas de grande originalidade e alcance.

Responsável: Membro Titular Dr.Décio Krause (cadeira 25)

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Cátedra José Bonifácio de Andrada e Silva de Filosofia e História das Ciências Luso-Brasileiras 

Objetivo: Estudar e divulgar os aspectos da história e da filosofia luso-brasileira ao longo dos séculos de formação do Brasil desde 1500, como por exemplo os trabalhos de José Bonifácio de Andrada e Silva. Responsável: Membro Titular Dr. Adílio Jorge Marques (cadeira 45)

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